O operador |> chama-se operador pipe. Podes usá-lo para encadear chamadas de funções, de forma que o valor devolvido pela chamada de função anterior seja passado como primeiro argumento à chamada de função seguinte.
String.replace_suffix(String.upcase(String.duplicate("go ", 3)), " ", "!")
# versus
"go "
|> String.duplicate(3)
|> String.upcase()
|> String.replace_suffix(" ", "!")
Também o podes usar numa única linha:
"go " |> String.duplicate(3) |> String.upcase() |> String.replace_suffix(" ", "!")
Normalmente usam-se as funções de Kernel em qualquer lado sem o nome do módulo Kernel, mas o nome do módulo é necessário quando se usam essas funções numa cadeia de pipes. Por exemplo, 2 * 3 == 6 também pode ser escrito como:
2 |> Kernel.*(3) |> Kernel.==(6)
Usar ou não o operador pipe é uma questão de preferência pessoal. Alguns programadores de Elixir gostam de seguir estas regras:
Não uses o operador pipe quando fazes apenas uma chamada de função.
# do
String.split("hello", "")
# don't
"hello" |> String.split("")
Não cries funções anónimas diretamente na cadeia de pipes.
# do
take_n_letters = fn n -> Enum.take(?a..?z, n) end
2 |> Kernel.*(3) |> take_n_letters.()
# don't
2 |> Kernel.*(3) |> (fn n -> Enum.take(?a..?z, n) end).()
Começa sempre uma cadeia de pipes com uma variável ou um valor literal, nunca com uma chamada de função.
# do
"hello" |> String.upcase() |> String.split("")
# don't
String.upcase("hello") |> String.split("")