Em Go, o map é um tipo de dados incorporado que representa uma tabela de hash.
Noutras linguagens de programação, podes conhecer o map como dict, array associativo ou armazenamento de chave/valor.
Se não estás familiarizado com este conceito, podes pensar no map como um dicionário, em que cada palavra é a key e a definição é o element do map.
Antes de começarmos, gostaria de te indicar a especificação da linguagem Go para map e o blog do Go para map, para aprofundares o
map.
Sintaticamente, o map tem este aspeto:
map[KeyType]ElementType
O KeyType tem de ser um tipo comparável, enquanto o ElementType pode ser qualquer tipo válido em Go, o que significa que podes guardar desde uma variável primitiva até um slice.
É importante lembrar-te de que o map em Go não tem ordem definida: se tentares percorrer um map com um ciclo e imprimir os elementos, podes surpreender-te ao ver que aparecem por ordem aleatória (experimenta, se quiseres).
Também é importante saberes que cada chave é única, ou seja, atribuir a mesma chave duas vezes substitui o valor associado a essa chave.
O map é um tipo de referência, o que significa que, se o passares adiante, o Go não copia o map todo.
Em vez disso, o Go copia o ponteiro do map, o que torna barato passar um map para uma função ou variável.
O valor de um map não inicializado é nil.
Podes definir um map assim (também lhe chamamos map nil):
var foo map[string]int
Para inicializar um map, podes fazer:
// With map literal
foo := map[string]int{}
ou
// or with make function
foo := make(map[string]int)
Um map nil é diferente de um map inicializado; escrever num map nil provoca um erro em tempo de execução
panic: assignment to entry in nil mapPor isso, é importante inicializar um map antes de o usares
Aqui ficam algumas operações que podes fazer com um map
// Add a value in a map with the `=` operator:
foo["bar"] = 42
// Here we update the element of `bar`
foo["bar"] = 73
// To retrieve a map value, you can use
baz := foo["bar"]
// To delete an item from a map, you can use
delete(foo, "bar")
Se tentares obter o valor de uma chave que não existe no map, ele devolve o valor zero do tipo do valor.
Isto pode confundir-te, sobretudo se o valor predefinido do teu ElementType (por exemplo, 0 para um int) for um valor válido.
Para verificar se uma chave existe no teu map, podes usar
value, exists := foo["baz"]
// If the key "baz" does not exist,
// value: 0; exists: false
Como já vimos, é fácil detetar se um map está inicializado ou não: basta compará-lo com nil. Mas e os outros maps? Bem, como o map não é um tipo comparável, não podemos usar o operador ==, mas o pacote reflect tem algo que nos pode valer, chamado DeepEqual, que podemos usar assim
import "reflect"
// ....
equal := reflect.DeepEqual(map[string]int{}, map[string]int{})
fmt.Println(equal)
// Output: true
Mas espera: se o map não é um tipo comparável, porque é que conseguimos compará-lo com nil? Bem, a especificação abriu uma exceção para isto, vê a especificação dos tipos comparáveis
Por último, se tentares escrever num map a partir de várias goroutines, isso vai ativar o race detector; vê a documentação do Go e o blog do Go.
Em alternativa, podes usar sync.Map, atomic ou mutex para contornar este problema.